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Ao rever Flu, novo Vasco de Milton precisa de ajustes e de mobilidade

Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Henrique; Julio dos Santos, Andrezinho, Escudero e Nenê; Eder Luis e Thalles. Esses eram os 11 titulares que começaram a partida do dia 29 de janeiro de 2017 contra o Fluminense. Quase três meses depois, o Vasco revê o Fluminense de Abel Braga bem remodelado. O técnico Milton Mendes substituiu Cristóvão Borges e a equipe é outra.

O Vasco que venceu o Botafogo por 2 a 0, na final da Taça Rio, neste domindo de Páscoa, é outra equipe, o que não é difícil de perceber só de olhar a escalação. Apenas Martín, Rodrigo, Henrique, Andrezinho e Nenê seguem no time vascaíno. Mas o confronto do próximo sábado com o Fluminense, ainda sem local definido, é um belo dever de casa para os comandados de Milton Mendes. O primeiro e o segundo tempo do confronto com o Botafogo tem alguma coisa a ensinar.

Remanescente daquela equipe que sofreu para subir à Série A de 2016, Andrezinho, ao lado de Luis Fabiano, de 36 anos, e Nenê, de 35, inegavelmente torna o time mais cadenciado e menos físico – ou, para ser mais claro, lento mesmo. Guilherme, de 23 anos, dez anos mais jovem que Andrezinho, fez duas jogadas assim que entrou no segundo tempo contra o Botafogo e movimentou a partida. Na segunda bola, driblou Marcelo e provocou o segundo amarelo do jogador do Botafogo. Milton admitiu que a entrada mudou o jogo.

– Quando cheguei o Guilherme estava machucado. Optei pelo Andrezinho pela forma que eu gostaria de jogar. Quando troco, ficamos com os dois lados agudos. Com o jogador expulso, abrimos frente e arriscamos. Puxei o Guilherme para trás. Conseguimos tomar conta e fizemos os gols – disse o treinador do Vasco.

Milton melhorou a equipe do Vasco. É um time menos exposto na defesa, com meio de campo mais fechado, mas que ainda precisa de ajustes. Um novo Fluminense superou o Vasco em janeiro por que também era novidade para os adversários. A velocidade de Sornoza, Richarlison Wellington Silva e companhia pegou não os vascaínos de surpresa, mas também o Flamengo. Milton tem a lição de casa para fazer.

Contra o Botafogo, o time tentou atacar com apoios dos lados do campo, mas teve dificuldades. Douglas chegava bem, mas Nenê e Andrezinho pouco criavam, Luis Fabiano também, com a mobilidade natural de um veterano, participava pouco da partida. O time de Milton tentou jogadas ensaiadas e não teve sucesso.

Coincidência ou não, a bola jogada na área no fim da partida terminou no pé direito de Douglas. Era o gol da 10ª conquista vascaína na Taça Rio e pode sim ser o prenúncio do segundo tricampeonato carioca da história do Vasco. Porém, há muito o que ajustar no time de São Januário.

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