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Carpinteiro morre baleado ao tentar salvar ex-cunhada de assalto em Manaus

O carpinteiro Márcio Araújo da Rocha, de 35 anos, foi morto com um tiro no peito ao tentar ajudar a ex-cunhada Queila Mendes, que sofria um assalto. A mulher tinha ido até a casa da família do carpinteiro para deixar ovos de chocolate para a filha de 11 anos que mora com pai, irmão de Márcio. Ao sair do local, ela foi abordada por dois homens que roubaram o carro dela. “Ele ainda conseguiu correr para o outro lado para o filho dele não ser ferido”, diz a irmã da vítima.

Rayane Rocha, irmã de Márcio, contou  que o sobrinho de 17 anos presenciou a morte do pai, ocorrida em frente à casa da família, na Rua Gilberto Mestrinho, Comunidade Alfredo Nascimento, bairro Cidade de Deus, na Zona Leste de Manaus, por volta das 19h20.

Pai e filho saíram de casa e viram Queila sendo agredida a coronhadas pelos suspeitos. “Eles chegaram a pé e tentaram jogá-la pro banco do passageiro para que ela e o carro fossem levados, mas ela conseguiu segurar a porta e sair. Nisso, eles começaram a dar coronhadas nela porque queriam que ela fosse junto. Meu irmão saiu, viu o desespero dela e tentou ajudar”, relata a dona de casa.

De acordo com a família, Márcio foi baleado com um tiro no peito, mas ainda conseguiu correr para o outro lado da via. Eles acreditam que ele correu para evitar que, se os suspeitos atirassem novamente, o filho também fosse baleado. Familiares levaram Queila e Márcio para o Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, mas o carpinteiro deu entrada na unidade já em óbito. O carpinteiro deixou dois filhos e a esposa.

Queila levou vários pontos da cabeça e ficou com hematomas no rosto. O caso foi registrado como latrocínio e deve ser investigado pela Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD). O carro de Queila, um Uno de cor vermelha e placa OAO 0561, ainda não foi encontrado. Os suspeitos seguem foragidos.

Os familiares contaram ainda que a comunidade está violenta e tem sido alvo de vários roubos. “Um vizinho aqui de perto levou um tiro de raspão há uns dois meses quando tentaram roubar a moto dele. Ninguém mais pode ficar na frente de casa, andar sossegado, está muito perigoso” reclama uma outra irmã de Márcio.

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