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Delações da Odebrecht: políticos de Mauá são suspeitos de receber R$ 1,9 milhão para favorecer PPP

O ex-prefeito de Mauá Donisete Braga e a candidata à Prefeitura da mesma cidade Vanessa Damo são suspeitos de receber, em 2012, R$ 1,9 milhão para facilitar Parceria Público Privada (PPP) com a Odebrecht. Os políticos foram citados em um dos 201 pedidos de inquérito enviados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a instâncias judiciais inferiores, com base em delações de executivos e ex-executivos da empreiteira.

Segundo delação de Guilherme Pamplona Pascoal e Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, a empresa pagou aos dois políticos, que na época eram os principais candidatos à Prefeitura da cidade do ABC, em troca de facilitação em uma Parceria Público Privada (PPP) em uma obra de readequação do sistema de distribuição de água.

Segundo os delatores, a empresa pagou a Braga, do PT, R$ 1 milhão, e a Adamo, do PMDB, R$ 900 mil. Os dois disputaram segundo turno naquele ano, e o petista venceu. Segundo os ex-executivos da Odebrecht, Braga cumpriu o combinado e a obra passou para a Odebrecht Ambiental.

Eles citam também ter dado R$ 150 mil a Carlos Chagas, que seria candidato a deputado estadual. O G1 procurou o ex-prefeito Donisete Braga e a ex-candidata Vanessa Damo, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

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