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Doria e Alckmin estudam privatizar marginais

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito João Doria, ambos do PSDB, reuniram-se na manhã desta segunda-feira para discutir a possibilidade de ceder as marginais do Tietê e do Pinheiros à iniciativa privada, em forma de concessão ou parceria público-privada (PPP).

Alckmin disse que há conversas iniciais sobre fazer uma concessão ou PPP das Marginais, uma ideia que, segundo ele, deve ser amadurecida. Após a reunião, em coletiva de imprensa na prefeitura, Doria afirmou que, embora tenha sido uma conversa preliminar, a ação está sendo desenhada com o governo do Estado. Ainda não há detalhes sobre as contrapartidas da concessão, mas a cobrança de pedágio não é descartada.

“Não há nenhuma decisão sobre pedágio, e isso nem foi mencionado na reunião”, disse o prefeito. Doria não descartou a possibilidade de ser adotada a cobrança, mas destacou que “por enquanto nem é objeto de debate”.No encontro, estiveram Elival da Silva Ramos, diretor-geral da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp); e Flávio Carvalho, diretor-presidente da Concessionária ViaOeste, do Grupo CCR, que administra as Rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares; além dos secretários municipais de Serviços e Obras, Marcos Penido; Mobilidade e Transportes, Sérgio Avelleda; e Justiça, Anderson Pomini.

Aumento da velocidade

O aumento das velocidades nas marginais passou a vigorar em 25 de janeiro. Conforme havia sido prometido durante a campanha, Doria aumentou a velocidade máxima, que voltou a ser de 90 km/h na via expressa; 70 km/h na central e 60 km/h na local. A única diferença é que a faixa da direita da pista local terá a velocidade mantida em 50 km/h. Para veículos pesados, o limite será de 60 km/h na expressa e na central e de 50 km/h na local.

O programa, batizado de Marginal Segura, também implantou dezessete lombofaixas, que são faixas de pedestres adaptadas em lombadas mais largas nas alças de acesso, e o uso de catorze radares-pistola para fiscalizar exclusivamente motociclistas. A gestão Doria também adquiriu dez novas pick-ups que ampliou a segurança e a fiscalização nas marginais Tietê e Pinheiros. O programa foi batizado de Anjos da Marginal.

Em 2015, o então prefeito Fernando Haddad (PT) havia reduzido o limite de velocidade de 90 km/h para 70 km/h nas faixas expressas e nas locais de 70 km/h para 50 km/h. Nas pistas centrais, a velocidade máxima era de 60 km/h.

Desde a revogação da redução da velocidade nas marginais, São Paulo registrou 367 casos de acidentes com vítimas nas marginais dos rios Tietê e Pinheiros nos primeiros três meses de 2017, de acordo com levantamento da Polícia Militar divulgado nesta quinta-feira. Em comparação com o mesmo período de 2016, são 133 casos a mais, um crescimento de 56%.

Fonte:Veja

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