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Fono avalia sotaque de Camila Queiroz após críticas: ‘O ‘x’ não é tão arrastado’

Camila Queiroz estreou como a carioca Luiza, da novela “Pega Pega”, na última segunda-feira (5). Para o papel, a atriz de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, começou a fazer fono para adotar o sotaque do Rio de Janeiro, mas o resultado acabou dividindo opiniões na internet.

“Eu acho que está um pouco forçado, principalmente no que é perceptível para quem é da área. O que se percebe é que ela está segurando um pouco nos lábios a articulação dos fonemas em alguns momentos, então fica um som velado e uma articulação um pouco presa”, avaliou a fonoaudióloga Ruth Bompet, que já trabalhou com atores da Globo, em entrevista ao Purepeople.
FONO LISTA SUGESTÕES PARA ATRIZ MELHORAR O SOTAQUE CARIOCA
A profissional deu dicas para Camila aprimorar o sotaque carioca, que pode ser aprendido em pouco tempo. “Em média, dois meses para você trabalhar bem um sotaque é o suficiente. O “s” dela, que é um dos marcadores do carioca e transforma o “s” em “x”, está alongado. Ela pode suavizar um pouco, não é tão arrastado assim e pode parecer um pouco forçado. Ela vem de um outro padrão retroflexo do interior de São Paulo que para ela é um pouco diferente. E tem também a articulação: ela soltar mais os lábios onde ela está segurando esse sotaque, que não é por aí”.
PROFISSIONAL DISCORDA DE CRÍTICAS SOBRE FALA DUBLADA
Apesar de concordar em parte com as críticas ao sotaque da atriz, Ruth Bompet discorda dos comentários de que Camila parecia estar sendo dublada. “Eu não senti nenhuma impressão de dublagem. Eu acho que a articulação estava no tempo certo, ela apenas está fechando um pouco os lábios. Ela está usando esse recurso para fazer um sotaque carioca, o que não ajuda”, explicou.
SOTAQUE DE ISIS VALVERDE É DESAPROVADO POR FONO: ‘UM DESASTRE’
Ruth Bompet acredita que a atriz vai facilmente corrigir os detalhes a serem ajustados. “Eu acho que ela é uma boa atriz e que ela consegue através de outros recursos de interpretação cobrir esse sotaque, não vi nada assim tão gritante”, disse ela, que fez uma comparação com a personagem paraense Ritinha, interpretada por Isis Valverde em “A Força do Querer”: “Ali tava realmente um desastre porque havia muitos marcadores que não tinham nada a ver com a região. Vários marcadores eram fortes demais e ficou uma coisa muito forçada”.
CAMILA QUEIROZ COMENTA DIFICULDADE: ‘O ‘S’ É O MAIS DIFÍCIL’
Com os cabelos mais curtos e claros para o papel, Camila Queiroz, que levou o namorado, Klebber Toledo, para a festa de estreia de “Pega Pega”, contou que o sotaque carioca funciona como uma chavezinha que ela vira e liga: “O ‘s’ é o mais difícil, o ‘r’ eu estou tentando trazer para a minha vida, então eu falo ‘porque’, ‘porta’, para que isso, numa cena difícil, de emoção, não seja o meu foco”.

Fonte: Purepeople

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