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Mais dois suspeitos de envolvimento em esquema que desviou R$ 6 milhões de hospital são presos no AM

A polícia prendeu um casal suspeito de envolvimento em um esquema que desviou aproximadamente R$ 6 milhões de uma unidade hospitalar particular localizada na Zona Centro-sul de Manaus. Os suspeitos, identificados como Marineide do Vale Maia, de 33 anos, ex-funcionária do hospital e seu companheiro Renildo da Cruz Teixeira, de 37, foram presos na tarde de terça-feira (10), na residência dois pais do suspeito, no bairro da Cidade Nova, Zona Norte da capital. Eles foram apresentados em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (11), mas não quiseram comentar as acusações.
De acordo com o delegado titular do 12º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Rafael Guevara, as investigações em torno do caso duraram três meses. Ao todo, sete pessoas estão envolvidas no esquema de desvio de dinheiro, sendo que 4 ainda estão foragidas e 3 estão presas.
Marineide era supervisora financeira da unidade hospitalar. “Dentro da hieraquia administrativa do setor, vinha primeiro o Flávio [outro suspeito] como gerente, em segundo a Marineide como supervisora e em terceiro, o Diego [outro envolvido no esquema] como analista. Um pouco mais de R$ 1 mihão e meio do total [R$ 6 milhões] foi transferido para contas vinculadas ao CPF do marido da Marineide, Renildo”, informou o delegado.
Esquema
De acordo com a polícia, em junho deste ano, Marineide, a assistente administrativa Silvia Borges Nogueira, 35, presa no dia 28 de setembro, além de Flávio Lavareda Leão, 33, que era o gerente financeiro do hospital, e o analista financeiro Diego da Silva Martins, 31, foram demitidos após um minucioso levantamento de dados de desvio de dinheiro da unidade.
A polícia informou ainda que “Flávio, Marineide e Diego atuavam no esquema criminoso criando empresas fantasmas que teoricamente prestavam serviços para o hospital. Os pagamentos a essas empresas fictícias eram depositados pelos três ex-funcionários nas contas de Renildo e outros dois envolvidos no esquema”, esclareceu a polícia.

O delegado Guevara explicou que como o hospital efetua, diariamente, muitos pagamentos a empresas que fornecem serviços à unidade, o crime não foi percebido de imediato pela direção da cooperativa.
“São 7 pessoas envolvidas [no esquema], 4 ainda estão foragidas e 3 estão presas. A gente ainda não conseguiu saber todo o destino do dinheiro. O que eu posso dizer,como eu falei quando nós apresentamos a Silvia [asssitente administrativa], o Flávio [gerente financeiro] morava numa kitnet lá no Dom Pedro. Nesse período que ele ficou como gerente financeiro, ele comprou um apartamento na Ponta Negra, deixou o apartamento com alto padrão. A Rita e o Diego também compraram um apartamento, reformaram de uma maneira que é incompatível com a remuneração deles e a Marineide e o Renildo, continuam morando no mesmo lugar, mas reformaram a casa por completo”, explicou o delegado.
Marineide será encaminhada ao Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), e Renildo será levado ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM). Eles vão responder por furto qualificado, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Fonte: G1

 

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