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Militar é baleado na cabeça e morre após sair de festa de aniversário em Manaus

O cabo do Exército João Kenedy Ribeiro Evangelista, de 21 anos, foi assassinado com um tiro na cabeça na madrugada desta segunda-feira (11), no bairro Tancredo Neves, Zona Leste de Manaus. Testemunhas alegam que o disparo ocorreu durante uma abordagem policial. Segundo informações de familiares, o condutor da moto em que militar tinha pego uma carona se recusou a parar e tentou fugir da abordagem.

De acordo com a Polícia Civil, o disparo foi feito na comunidade Nova Floresta, na Rua Granito, por volta das 3h.
Familiares da vítima, disseram que o jovem tinha saído de casa por volta das 23h do domingo (10) para comemorar o aniversário de um conhecido. Ele saiu de casa em uma motocicleta com um amigo.
“Meu filho me disse que ia para confraternização do amigo, porque no dia do aniversário do amigo ele estava de serviço. O outro amigo que veio buscar já era nosso conhecido. Eu sempre dizia pra ele cuidar do meu bebê”, disse e a mãe de João, Andréa Cristina da Silva Ribeiro, de 24 anos.
Ao voltar da festa, o militar pegou carona com o primo desse amigo. A família acredita que condutor da motocicleta não tinha habilitação e eles estavam sem capacetes.
“O rapaz que pilota a moto fala essa versão: a viatura fechou a moto e e eles quase caíram na calçada. Ele estava sem documentação, sem capacete e talvez não era nem habilitados. Eles foram perseguindo eles da rua do Fuxico até o campo do ‘Tancredão’, foi quando eles atiraram e pegou na cabeça dele”, disse o padrasto o motociclista Renato Rodrigues, de 44 anos.
Após o militar ser atingido, o motociclista saiu em fuga e retornou posteriormente, instantes depois. Ao chegar no local, o condutor da moto conversou com os PMs e falou que João Kenedy era militar, não possuíam documentos no local.

Segundo a família, João Kenedy servia há mais de dois anos no Centro de Embarcação do Exército.
A vítima era estudante de logística e ia se formar em 2018. “Meu filho nasceu na comunidade do Macurani, em Parintins. Eu saí de la há 4 anos para realizar o sonho dele de servir o Exército. Desde pequeno ele queria ser militar. Eu comprava roupinhas camuflada pra ele e pro irmão dele, porque esse sempre foi o sonho dele”, disse a mãe.
Para o futuro, o jovem sonhava em seguir carreira na Polícia. “Ele já estava estudando pra fazer concurso da Polícia Militar, porque ele percebeu que estava tendo muitos cortes no Exército e ele temia sair”, disse a mãe.
Representantes do Exército estiveram no Instituto Médico Legal (IML), na manhã desta segunda-feira, e informaram estar dando assistência financeira aos familiares.

Fonte: Divulgação

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