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Moradores fecham avenida em protesto contra falta de água na Zona Leste de Manaus

Moradores da comunidade Nova Vitória, no bairro Gilberto Mestrinho, Zona Leste de Manaus, atearam fogo em pneus, móveis, colchões e pedaços de madeira na pista da raquete na noite desta segunda-feira (4). Eles reivindicam o restabelecimento do fornecimento de água, que vem sendo prejudicado há aproximadamente 4 meses.
Por meio de nota, a Manaus Ambiental informou que uma equipe foi ao local para realizar vistorias técnicas na localidade e solucionar a situação na localidade.
“A equipe fez vistorias no local no primeiro horário e normalizou o abastecimento de água. Sendo que estamos sem energia eléctrica no reservatório de água que é responsável pelo abastecimento do bairro Nova Vitória. Assim que os serviços de energia reestabelecer, sob a responsabilidade da Amazonas energia, o sistema de distribuição de água será religado”, informou a concessionária.
O trânsito foi interrompido no local. Para tentar driblar a barreira de fogo, alguns motociclistas chegaram a subir pela calçada. Policiais Militares acompanharam a manifestação.
Moradores reclamaram que falta água nas ruas 1º de Maio, França, na Rua Filadelfia e em uma rua que da acesso ao lixão. “A água chega fraca às 4h da madrugada e logo, às 6h, vai embora. A gente chama a concessionaria e eles dizem que o problema já foi resolvido e nada”, disse o soldador Lauro Pires, de 33 anos.
Para driblar a situação, os moradores tem tentado comprar água de vizinhos que possuem poço artesiano.
“Estamos prejudicados. Para a gente ter acesso à água, a gente tem que pagar para o proprietário do poço. A conta não para de chegar, todo o mês. Já chegou conta de R$ 200, R$ 250. Estamos tirando do nosso bolso. Isso é um castigo que estão fazendo com a gente”, disse o garçom Alexandre Silva, de 25 anos.
Quem não pode arcar com a compra diária de água recorre a uma cacimba para fazer a coleta gratuita. A empregada doméstica Maria Cleonice da Silva, de 42 anos, conta com a ajuda de toda a família para coletar água e usar em casa.
“A água não chega na nossa torneira. A gente pega em uma cacimba e carrega água na cabeça para levar até em casa. Precisamos de ajuda, que o prefeito olhe por nós.”, disse a empregada doméstica Maria Cleonice da Silva, de 42 anos.
Enquanto a reportagem conversava com moradores sobre a falta de água, o abastecimento de energia foi interrompido no bairro. “Nosso bairro está abandonado. Precisamos que as concessionárias cumpram seu papel e prestem um serviço que preste. Isto é um absurdo”, disse o gerente William Valente, de 19 anos.

Fonte: G1

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