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Preço do gás acumula 68% no ano e chega a R$ 70 em Manaus

A Petrobras reajustou pela sétima vez neste ano o preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) para uso residencial, engarrafado pelas distribuidoras em botijões de até 13 quilos (kg). O reajuste que entra em vigor nesta terça-feira será de 8,9%, em média, e soma uma alta acumulada de 68% ao ano. Em Manaus, a botija de 13 kg custa R$ 70, em média, dependendo da localidade do revendedor e da marca da distribuidora. Com o novo aumento, o preço pode chegar a até R$ 76.

Para o superintendente da distribuidora Amazongás, Pedro Ferreira, é difícil absorver tantos aumentos e não repassar ao preço final. “A Petrobras já vai começar a vender mais caro amanhã (hoje) e nós vamos continuar com o mesmo preço. Vamos preparar as tabelas para tomarmos uma decisão de quanto vai ficar”, disse sem dar uma previsão do repasse.
Revendedor há nove anos no bairro São Jorge, zona oeste de Manaus, Diogenes Hitotuzi, também conhecido como Davi Gás, pensou que esse mês não viria aumento da Petrobras. “Pelo que a população está reclamando eu achava que não ia acontecer, mas pelo que estou vendo, eles não estão nem aí para a população”, disse. Em janeiro, a botija de gás de 13 Kg era vendida a R$ 45, na porta do estabelecimento, atualmente, custa R$ 62, um aumento de quase R$ 20. “Eu tenho um preço muito concorrido, porque no nosso mercado nós temos que vender muito para poder ganhar, porque a margem (de lucro) é muito pequena”, afirma Davi Gás.

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Segundo a Petrobras, o aumento se deve principalmente à alta das cotações do produto nos mercados internacionais, que acompanha a alta do Brent (petróleo cru), que indica a origem do óleo e o mercado onde ele é negociado.

O percentual anunciado de reajuste leva em contra preços praticados sem incidência de tributos. Se for integralmente repassado ao consumidor, a Petrobras estima que o preço do botijão de gás de cozinha de 13 kg deve subir, em média, 4%, ou cerca de R$ 2,53 por botijão, isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos.

Em junho, a companhia anunciou uma nova política de preços do GLP. Desde março, a estatal corrige os preços do combustível de acordo com a cotação no mercado europeu e, de lá pra cá, já foram sete reajustes e em apenas um deles, em julho, os preços foram corrigidos para baixo, 4,5%.

Em março, a petroleira reajustou os preços de venda para as distribuidoras do gás liquefeito de petróleo para uso residencial vendido em botijões de até 13 kg (GLP P-13) em 9,8%, em média. Em julho, a correção foi para baixo, -4,5%, em média. No mês seguinte, em agosto, o reajuste do gás de cozinha residencial chegou a 6,9% em média. Outubro registrou o maior aumento, 12,9%. Novembro e dezembro tiveram 4,5% e 8,9% de reajuste, respectivamente.

Em setembro, o presidente da companhia, Pedro Parente, explicou a razão que motivou a adoção desta nova metodologia. “Quando falamos na Paridade de Preços Internacional (PPI), isso significa uma combinação do preço internacional somado ao frete e demais custos. Nesse caso, nós estamos falando apenas do preço internacional. Essa é a diferença que permite que pratiquemos um preço abaixo do gás industrial e comercial, conforme determinação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE)”, apontou.

Fonte: D24

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