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Professores fazem manifestação em pontos de Manaus para cobrar reajuste; aulas são suspensas

Professores da rede estadual de ensino realizaram manifestações em Manaus na manhã desta terça-feira (20). Eles pedem reajuste salarial de 35% para professores e demais servidores da educação, vale alimentação e repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Grupos de professores na Zona Sul e Oeste da capital foram às ruas com cartazes e carros de som.

Mais de cem escolas da rede estadual estão paralisadas no AM, diz Sindicato.

Na Avenida Rodrigo Otávio, professores do bairro Japiim, na Zona Sul da capital se dividiram em grupos para revezar no protesto que iniciou por volta das 8h30. Segundo o professor Leonardo Cabral, escolas estão 100% paralisadas no bairro.

“Nós tivemos o cuidado de passar para os alunos todas das nossas carências, que estão ligadas a quatro anos com reajuste zero, não reajuste no vale-alimentação, não progressão dos professores, tanto por título quanto por tempo de serviço, e 16 outras demandas que não foram atendidas pelo governador, apenas ele passa informações que confundem a sociedade com um aumento que até agora não é legítimo nem verdadeiro”, afirmou.

Segundo a categoria, cerca de 100 professores estiveram na manifestação na Zona Sul da capital. Eles levaram cartazes e buzinas, e fechavam parte da via enquanto os carros paravam no semáforo em vermelho. Eles afirmaram que devem permanecer no local até a tarde desta terça.
Na Zona Oeste, professores ocuparam parte da Avenida Brasil em protesto. Segundo a organização. Cerca de 300 profissionais estiveram no local com as mesmas reivindicações.

“A união é concreta. Nós estamos fazendo isso porque é uma luta justa. Estamos aqui pedindo à sociedade que nos apoie, porque o que nós fazemos é um trabalho de grande importância, porque nós cuidamos dos filhos do Amazonas, e isso nós sabemos que é de vital importância, porque sem educação o nosso Amazonas pode desandar e pode ocorrer uma geração de filhos, de alunos que não terão um futuro assegurado”, afirmou o professor Omar Oliveira, da rede estadual de ensino.

Outro grupo de professores protestou nas avenidas Professor Nilton Lins, na Zona Centro-Sul de Manaus, e na Rotatória do Produtor, na Zona Leste de Manaus, e que, segundo o Instituto de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), causou uma forte retenção de veículos nas avenidas Autaz Mirim, Itaúba e Camapuã.Em nota, a Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (SEDUC) informou que não determinou a suspensão das aulas em nenhuma unidade educacional do Amazonas e que as paralisações que estão acontecendo no estado são ilegais. A secretaria confirmou, ainda, que “os servidores que estão cruzando os braços não têm amparo legal para tal e estão sujeitos às sanções previstas na legislação”.

Fonte: G1 Amazonas

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