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Programa garante cidadania às pessoas com deficiência

Um programa municipal tem levado cidadania e qualificação profissional para pessoas com deficiência. Trata-se do Acesso à Cidadania, desenvolvido pela Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), que além de propor alternativas para melhor qualidade de vida, tem elevado a autoestima dos usuários aproximando-os da socialização.

O programa atende pessoas com deficiência física, visual, auditiva e intelectual leve, com idade entre 18 e 50 anos, escolaridade a partir da 6º série do Ensino Fundamental, que estejam em vulnerabilidade social e aptas para ingressar no mercado de trabalho.

O Acesso tem parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas – IFAM, que oferece capacitação para os usuários, e com empresas que disponibilizam cotas por meio da Lei de Acessibilidade, onde a empresa tem um determinado número de vagas para incluir a PCD no mercado de trabalho.

“O trabalho é um direito de todos os cidadãos. A pessoa com deficiência não pode ficar alheia a esse direito. Hoje, vivemos um período de crise onde encontramos milhões de desempregados em todo o país. Muitas pessoas com diploma não têm assegurado o acesso ao trabalho. É a partir dessas questões que a educação e a profissionalização de pessoas com deficiência deve ser pensada”, afirmou o secretário da Semmasdh, Elias Emanuel.

Os bolsistas e as pessoas que estão no cadastro de reserva podem fazer os cursos, dependendo da demanda das instituições parceiras. São disponibilizadas 200 bolsas-auxílio, no valor de um salário mínimo mensal. Os interessados podem procurar a sede da Semmasdh na Avenida Ayrão com Ferreira Pena, no Centro.

Exemplos

Para o assistente social Ricardo Souza, que trabalha no Acesso à Cidadania há mais de 10 anos, o programa contribui para a melhoria de vida das pessoas. “O acesso abre as portas. Muitos usam o dinheiro para construir sua casa, comprar um carro, investir nos estudos, fazendo cursos de capacitação, cursos técnicos, faculdade. Temos muitas pessoas que fizeram parte do Acesso e hoje são formadas, estão trabalhando em empresas e com a autoestima boa, porque não desistiram, souberam planejar e aproveitar a oportunidade que o programa dá”, afirmou.

Heraldo Soares, 48 anos, sofre de Poliomielite, não conseguia emprego e foi indicado ao Acesso, Hoje, consegue pagar as contas e sustentar a família. “Eu estava há dois anos sem trabalhar e em agosto do ano passado me indicaram. Fiz a entrevista e surgiu uma oportunidade de trabalho aqui na Semmasdh. Estou trabalhando no atendimento do Disque-Denúncia, arquivamento e monitoramento das denúncias. Minha vida melhorou demais, com o salário que ganho, eu sustento minha família, consigo pagar minhas dividas, comprar alimento e remédios. Aqui me ajudam muito, com muitos serviços e qualificação, eu só tenho a agradecer pela oportunidade que me deram”, afirmou.

Já Caroline Costa, 31 anos, portadora de Escoliose Congênita, acredita que sem o programa não teria oportunidades no mercado de trabalho. Atualmente, ela é atende os usuários no setor do Bolsa Família. “Comecei a trabalhar no acesso em 2012. Minha vida mudou muito. Além de ajudar a minha família, consegui ingressar na faculdade e estou cursando o 7º período de Serviço Social. Entrei aqui sem uma perspectiva e abriram um leque de possibilidades para mim. Eu tinha preconceito comigo mesma e consegui vencer”, concluiu Caroline.

Fonte: Divulgação

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