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Suspeita de executar homem e gravar vídeo do crime é julgada em Manaus

A mulher presa em 2014, suspeita de matar um homem e gravar o momento da execução, em Manaus, é julgada pelo crime nesta terça-feira (10). O crime ocorreu no dia 9 de julho no ramal Água Branca, na AM-010. As imagens foram encontradas pela polícia no celular de Luciana Pereira da Silva no dia 25, quando ela foi presa por suspeita de envolvimento na morte de um empresário em um condomínio de luxo no bairro Ponta Negra, na Zona Oeste.

As cenas gravadas por meio de um celular mostram a vítima de joelhos sob a ameaça de várias armas. É possível ver o momento em que a pistola segurada pela mulher falha duas vezes, mas em uma terceira tentativa, ela acaba atingindo o homem com um tiro na cabeça.

Um outro comparsa dela, que também aparece no vídeo, dispara pelo menos mais duas vezes contra a cabeça da vítima. O G1 editou as imagens e a última parte do vídeo não é mostrada.

De acordo com o delegado Paulo Martins, que era titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) à época, Luciana Silva já tinha envolvimento em diversos crimes na capital, entre eles a execução do empresário na Ponta Negra, morto com um golpe de arma branca dentro de um condomínio.

O delegado explicou que Luciana atraiu a vítima para um suposto assalto que o grupo iria realizar. No entanto, o homem seguiu para uma emboscada. No local do crime, a mulher, acompanhada de outros três homens, rendeu a vítima e efetuou a execução.

Em depoimento à polícia, na ocasião em que foi presa, Luciana afirmou que havia emprestado cerca de R$ 3 mil e a vítima se recusava a pagar o valor. Ela relatou ainda que os dois chegaram a discutir e que foi agredida pelo homem. “Ele passou a perna várias vezes em mim. Deu uma coronhada na minha cara”, disse Luciana.

Outra versão relatada pela suspeita aponta que o homem foi morto por ter abusado sexualmente de uma adolescente de 12 anos. O delegado informou ainda que o vídeo servia como espécie de troféu para ser exibido a membros de uma facção.

Para a polícia, Luciana Pereira é integrante de uma facção criminosa que atua dentro e fora de presídios de Manaus.

“Ela cometeu o crime e tentou deixar falsos indícios de que teria sido a polícia. Ela usa pistola e atira na nuca para deixar caracterizado uma ação da polícia, mas felizmente ela foi desmascarada”, disse Paulo Martins.

Fonte: G1

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