Home > Economia > Zuckerberg diz que Facebook vai pesquisar qual influência tem sobre eleições e democracia

Zuckerberg diz que Facebook vai pesquisar qual influência tem sobre eleições e democracia

O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou nesta segunda-feira (9) que a rede social irá conduzir pesquisas sobre sua influência sobre as eleições e a democracia.

O executivo divulga a iniciativa dias após afirmar, em entrevista à CNN, que o Facebook trabalhará para garantir a integridade das eleições que acontecerão em 2018, como a de Brasil e Índia.

“Há uma grande eleição no Brasil. Pode apostar que estamos muito comprometidos em fazer tudo o que pudermos para garantir a integridade dessas eleições no Facebook.”

Na semana passada, a rede social informou ainda que começará a exigir a confirmação de identidade e localização dos anunciantes que veicularem propagandas políticas.

Facebook x democracia?
Por meio de seu perfil na rede social, o executivo descreveu como a ação funcionará.

“O objetivo é tanto colher ideias de acadêmicos líderes sobre como tratar dessas questões como também assegurar que nós protegemos a integridade dessas eleições no Facebook”, informou o CEO do Facebook.

A empresa pediu a fundações dos EUA que criem um comitê de especialistas. Esses grupos escolherão tópicos para que pesquisadores levantem informações.

Rede social x democracia
Fora os problemas acerca de como protege as informações que seus usuários decidem compartilhar na rede social, o Facebook vem sendo alvo de críticas devido ao descontrole sobre o uso político de sua plataforma.

O site foi usado para disseminar notícias falsas a favor e contra a campanha de Donald Trump à presidência dos EUA, assim como durante a votação que definiu a saída do Reino Unido da União Europeia.

Recentemente, as preocupações em torno da privacidade e com a influência política da rede se uniram no escândalo da Cambridge Analytica, consultoria política que trabalhou tanto na campanha de Trump quanto no Brexit.

A empresa britânica obteve acesso a informações de usuários –cujo volume é estimado 87 milhões de pessoas pelo próprio Facebook — e usou esses dados para construir algoritmos capazes de prever a inclinação eleitoral dessas pessoas. O objetivo era manipular seu comportamento com o direcionamento de publicações.

O Facebook já chegou a admitir em janeiro que as redes sociais podem ser usadas para corroer a democracia e disseminar desinformação.

“Qual é o efeito das mídias sociais sobre a democracia? Por muitos anos, a resposta parecia mais simples”, afirmou Katie Harbath, diretora do Facebook para política global. Mas, segundo ela, os últimos acontecimentos políticos mudaram essa perspectiva.

Outro executivo do Facebook que se posicionou a respeito do assunto foi Samidh Chakrabarti, gerente de produto para engajamento cívico de Facebook.

Fonte: Divulgação

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *