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Mudança ministerial pode favorecer renegociação da cessão onerosa, diz Petrobras

As mudanças em ministérios importantes, em meio à saída de ministros para concorrer às eleições, não devem impactar o setor de óleo e gás, e as políticas estabelecidas previamente devem ter continuidade, disse o presidente da Petrobras, Pedro Parente, nesta terça-feira (10).

Ele avaliou ainda, em entrevista a jornalistas em Londres, que a Petrobras pode até ser favorecida nas discussões com o governo federal sobre renegociação do contrato da cessão onerosa.

O contrato, pelo qual a Petrobras pagou em 2010 R$ 74,8 bilhões à União, deu à estatal o direito de produzir 5 bilhões de barris de óleo equivalente sem licitação. Com a renegociação, a empresa poderá ser credora do governo.

“Olhem as mudanças que tivemos, no Ministério da Fazenda Eduardo Guardia é o ministro agora e ele estava liderando as negociações pelo governo sobre cessão onerosa…”, afirmou Parente.

“Não vejo que teremos nenhum problema para a discussão da cessão onerosa… Na minha visão, pode até melhorar as garantias de que terminaremos dentro do cronograma estabelecido”, acrescentou ele, sem comentar prazos.

Ele disse ainda que Moreira Franco, que deve assumir o Ministério de Minas e Energia, também tem conhecimento das discussões.

“Foi uma boa escolha, ele (Moreira Franco) sabe o que está acontecendo e é próximo do presidente (Michel Temer). Para o setor, vai continuar o que estava acontecendo sob a liderança de (Fernando) Coelho Filho”, ressaltou Parente, de acordo com áudio distribuído pela assessoria de imprensa da Petrobras.

Ele salientou ainda que outras políticas para o setor, como a realização de leilões de áreas exploratórias, estão garantidas.

“Não vejo mudanças para o setor… Neste ano vamos ter um leilão, o segundo pode ser decidido em breve, e podemos ter um terceiro que pode estar relacionado à cessão onerosa (áreas do excedente aos 5 bilhões). Devemos ter uma boa continuidade.”

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